À Beira do Mar

Juan Sebastián Carnero 

300€
Sócios: 255€ ou 4M
- +
  • Linogravura
  • Papel Fabriano Rosaspina
  • Mancha: 43,5 x 32 cm
  • Suporte: 70 x 50 cm
  • Data: 2018
  • 75 exemplares
  • Ref.: G35592

Obra realizada em residência artística no Atelier CPS em Lisboa.

Linogravura com 4 matrizes.

JUAN SEBASTIAN CARNERO, UM MESTRE DA GRAVURA CONTEMPORÂNEA

Gravador e ilustrador, o argentino Juan Sebastian Carnero (n. 1981, Buenos Aires) expõe desde 2001 em mostras a nível nacional e internacional. Investigador em gestão de cor na gravura em relevo, ganhou diversos Prémios de aquisição, realizou exposições individuais na Argentina, Espanha e Portugal e foi convidado para apresentar o seu trabalho em diversos países como China, Dinamarca, França, Itália e México. 

Expôs recentemente e com grande sucesso na Galeria do CPS no CCB. A mostra constou da apresentação das edições realizadas no Atelier CPS, na sua residência em Lisboa, cidade que as inspirou. Nesse conjunto de gravuras que o artista imprimiu individualmente, afirma-se um estilo onde a figuração é depurada geometricamente quase até à abstração, aliando à atenção aos detalhes o cuidado e minucioso tratamento das superfícies e um apurado sentido da perspetiva e das harmonias cromáticas entre tons frios e quentes de forte intensidade plástica e grande efeito poético. A ligação a Lisboa está bem patente nas linogravuras hoje apresentadas: “À Beira do Mar” e “Sete Ventos”.

Em “Sete Ventos” utiliza a técnica da matriz perdida ‐ também conhecida por "método Picasso" por ter sido inventada pelo grande artista espanhol. Trata-se de uma técnica de elevado grau de complexidade a que Juan Carnero aplica todo o seu talento.

A obra “À Beira do Mar”, por seu lado, foi realizada com recurso a quatro diferentes matrizes.

Nestes trabalhos afirma-se uma atmosfera poética e surreal com um toque de arte metafísica por exemplo nas figuras estáticas que se perfilam enigmaticamente em “Sete Ventos” a par de uma geometria simbólica numa explosão labiríntica de formas sugestivas e ambíguas. Evocação da obra do artista holandês Escher (1898-1972), um Mestre da obra gráfica e um dos expoentes da arte contemporânea.

Uma lição de gravura que vemos prolongar-se hoje no elaborado e fascinante universo de um jovem criador do nosso tempo.

Maria João Fernandes

AICA - Assoc. Internacional de Críticos de Arte

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