Nasceu em Londres no ano de 1967, filha de mãe holandesa e pai português. Começou os seus estudos em 1986 na Faculdade de Belas Artes de Madrid, terminando em 1993 o doutoramento. Formou o Coletivo C.H.A.P.A.S. e em 1991 participou na XXI Bienal Internacional de São Paulo no Brasil. Foi bolseira da Fundació Pilar i Joan Miró em Mallorca em 1995 e 1996, onde fez cursos de formação em artes gráficas e fotografia.
No ano de 1989 fundou a sua primeira oficina de gravura e, desde 2000 que mantém seu próprio ateliê gráfico, com foco em objetos de múltiplas edições. Em 1995 inaugurou a sua primeira exposição individual “Pinturas, gravuras e objetos” no Instituto Cervantes em Lisboa. Expõe com regularidade, principalmente em cidades como Lisboa, Madrid, Barcelona e Amsterdão. Desde 1989 que participa em exposições coletivas em Espanha, Portugal, Holanda, Brasil e Índia.
A artista foi distinguida com diversos prémios: XIV Prémio Máximo Ramos (2º premio), El Ferrol; III Prémio Deutsche Stiftung (accessit), Madrid; X Premios Nacionales de Grabado 2002 (Prémio José Luis Morales y Martín), Museo del Grabado Contemporáneo, Marbella, Málaga; Melhor artista de ‘Tentaciones’ de Estampa 2004, ‘Asociación madrileña de críticos de arte’, Madrid; Prémio L. Pinto-Coelho ao Jovem Artista Plástico 2004, Forum dos Portugueses, Madrid.
Há inúmeras publicações sobre a sua obra e está representada em coleções públicas e particulares, tais como: Biblioteca Nacional, Congreso de los Diputados em Madrid, Museo del Grabado Contemporâneo em Marbella (Málaga), Argentaria Banco Bilbao Vizcaya, Banco Santander Central Hispano em Espanha, Companhia de Seguros Fidelidade, Tranquilidade-Vida, Barclays Bank, Ordem dos Economistas em Lisboa, Pousadas de Portugal em Leiria e Fundação José Saramago em Lisboa.
As criações de Saskia partem frequentemente de elementos naturais como água e paisagem, assim como de textos fundamentais da literatura, transformando palavras em matéria, som visual e instalação. As palavras também auxiliam na dissolução de outras fronteiras, ao entrelaçar textos em vários idiomas e fomentar conexões entre diferentes culturas. As suas obras exploram a convergência de opostos e, atualmente investiga o jogo da vida e do amor, onde explora as diferenças nos papéis de género.
Nas últimas exposições realizadas, Saskia Moro propõe a criação como jogo. O brincar enquanto gesto essencial da experiência humana: espaço onde imaginação, linguagem e memória se cruzam. “A artista desenha trajetórias que convidam o visitante a avançar sem mapa fixo, guiado pela curiosidade. Caminhar por este espaço é aceitar a incerteza própria de cada partida, onde o sentido se constrói passo a passo.” (Cooperativa Árvore)
“Uma palavra de admiração para Saskia Moro. Por trás das constelações mortiças presentes num quadro que se encontra em minha casa, vemos a ordem universal das palavras. A leitura não é obrigatória, o que, sim, é inevitável é a contemplação. O que está parado, move-se. O que se move suspende-se.”
José Saramago, 2004
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