David de Almeida

Cadência

7 de Abril de 2011 - 8 de Maio de 2011
CPS no CCB

O Centro Português de Serigrafia inaugura no próximo dia 7 de Abril, no seu espaço do CCB, uma exposição de gravuras recentes do consagrado artista gravador David de Almeida, intitulada Cadência, que estará patente ao público até dia 8 de Maio de 2011. Na inauguração da exposição será apresentado um livro-catálogo com o mesmo título, totalmente impresso em serigrafia, de tiragem limitada, com texto de Tomás Paredes e que inclui uma Serigrafia numerada e assinada pelo artista. Explorando o ritmo da linguagem minimalista das incisões na pedra inspiradas no período neolítico, o artista desenvolve uma vez mais neste conjunto, o original diálogo característico do seu estilo, com as inscrições pré-históricas e que encontra na própria poética dos materiais que domina com mestria, uma outra e muito rica fonte de inspiração. Tomás Paredes, que preside a Associação de Críticos de Arte de Madrid, introduz o álbum a apresentar juntamente com a exposição e realça, no seu poético e lúcido discurso, este ritual de mistérios partilhados: “Nada permanece igual quando a pedra canta. Ou chora. Parece que a natureza sente a nostalgia de um paraíso alucinado, que existiu in illo tempore. Nada permanece igual nas mãos do artista David de Almeida que saiu como um anjo do talante do Castro da Cárcoda de São Pedro do Sul, para revelar a memória de um tempo sombrio, convertido em petróglifo sonhador, utilizando velhos instrumentos para dizer coisas novas. Luzes na noite, azeviche com orifícios onde a lua mete os dedos. Círculos que convocam o mistério. Espelhos negros tatuados que reflectem a ordem cósmica das culturas megalíticas. Símbolos primitivos místicos. Xamã David, que harmoniza os ritmos e os sons que emanam do tempo. Partitura escrita com vestígios universais, envoltos na magia da emoção alucinada.”