Abi Feijó nasce em Braga em 1956. Licencia-se em Arte Gráfica e Design pelas Belas Artes do Porto e, em 1984, frequenta um estágio no Office National du Film du Canada, sob orientação de Pierre Hébert, onde realiza o primeiro filme Oh que Calma (1985).
De regresso ao Porto funda a Filmógrafo – Estúdio de Cinema de Animação do Porto, no ano de 1987, espaço que privilegia o cinema de autor e uma abordagem artesanal do cinema de animação; em 2000 cria a Casa da Animação, um centro cultural também dedicado ao cinema de animação. No ano de 2002, cria a Ciclope Filmes, uma nova produtora responsável pela História Trágica com Final Feliz da realizadora Regina Pessoa, onde explora diversas técnicas de animação: Os Salteadores (1993), Fado Lusitano (1995), e Clandestino (1988) são os seus principais filmes. Este último recebeu ovação da crítica e diversos prémios.
Fundou, em 2014, com Regina Pessoa, a Casa Museu de Vilar, um Museu da Imagem Animada, no solar de família que herdou, no concelho de Lousada. Uma das salas é dedicada aos trabalhos do próprio Abi Feijó e de Regina Pessoa, desde a aventura do estúdio Filmógrafo até à atividade atual da Ciclope Filmes.
Ao longo da sua carreira, Abi Feijó ganhou destaque, tanto nacional como internacional, sendo conhecido pelas suas técnicas inovadoras, muitas vezes combinando elementos de animação stop-motion com outros métodos.
Exerce ainda funções de produtor e de conselheiro artístico, orienta vários estágios e ações de formação um pouco por todo o mundo, sobretudo em ateliers com crianças. Foi professor na Universidade Católica e na ESAP. Desempenhou ainda as funções de Presidente da ASIFA (00-02) e de Vice-Presidente do ASIFA Workshop Group (1995-2001).