Homenagem a Miguel Barbosa
nov. 10, 2025

Homenagem a Miguel Barbosa

A sua Palavra e Gesto

No ano que cumpriria 100 anos, recordamos Miguel Barbosa (1925-2019), figura maior da arte e literatura portuguesas.

Deixou-nos cerca de 80 títulos, entre poesia, teatro, romance e novela, e policiais, estes últimos géneros sob pseudónimos.

Publicações e peças de teatro suas foram proibidas pela censura do regime de Salazar, porém alcançou o reconhecimento internacional, sendo objeto de traduções, de estudos académicos e, no caso da dramaturgia, de várias representações por grupos estrangeiros.

 

 

Miguel Barbosa e João Prates, "Lisboa da janela dos meus olhos", livro + serigrafias,

29,5x21 cm, 200 exemplares

Livro de poesia de Miguel Barbosa, serigrafias de Miguel Barbosa e João Prates

 

 

Na pintura, o gesto livre, entre o abstrato e o figurativo, valeu-lhe exposições frequentes em Portugal e fora do país.

Sinal e ausência, história e estórias, memória, museologia e sonhos, liberdade e contenção, o próprio e a sua alteridade, são palavras que remetem para a sua obra.

 

 

“Na sua arte o pintor/poeta repara naquilo que o comum dos mortais tem por vezes dificuldade em ver. Se é essa a sua principal virtude, é esse o seu principal tormento. O poeta não desolha, não se distrai, não recua perante a vida.”

Joaquim Pessoa (artista plástico, poeta e professor universitário), sobre o artista

 

 

 

Miguel Barbosa, S/ título, Serigrafia, 50x35 cm, 200 exemplares

 

Miguel Barbosa, S/ título, Serigrafia, 50x35 cm, 200 exemplares

 

 

 

 

Paralelamente, Miguel Barbosa dedicou cinco décadas à paleontologia, reunindo com a mulher, Fernanda Barbosa, uma coleção única de fósseis e minerais, hoje no Museu de História Natural de Sintra.

 

 

Miguel Barbosa no Centro Português de Serigrafia, por ocasião da edição da obra "O Contraditório"

 

O CPS teve o privilégio de manter uma relação de colaboração com o homem e o artista, contribuindo assim para o legado plural que este nos deixou.